quarta-feira, 14 de maio de 2014
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Dieta do DNA é tendência entre celebridades, saiba se o método é real e pode funcionar para você
Cardápio e exercícios são indicados a
partir de exame que custa em média US$ 400 e mostra mapeamento genético
do paciente. Médico e nutricionistas tiram dúvidas e esclarecem
promessas do novo método
Quem está na batalha pelo emagrecimento há algum tempo já deve ter
aprendido a desconfiar de dietas que prometem “o dobro da perda de peso”
e garantem “resultados rápidos”. Geralmente os primeiros meses correm
às mil maravilhas e depois os quilos perdidos retornam, multiplicando a
frustração. A última representante dessa linha é a ‘Dieta do DNA’, que
promete indicar, após um exame de mapeamento genético – feito a partir
da saliva, realizado nos EUA, e cujo resultado sai em 40 dias – quais
alimentos e exercícios são os mais adequados para cada um, de forma
personalizada.
Criticada por oferecer apenas uma série
limitada e pré-fabricada de combinações de cardápio e atividades
físicas, sem uma personalização verdadeira, a dieta do DNA
comercializada mundialmente acaba confundindo-se com um ramo da nutrição
que tem enorme potencial de promoção da saúde e da boa forma: a
nutrigenômica. Entenda a diferença entre uma coisa e outra e veja o que
essa ciência pode ensinar sobre alimentação saudável.
A Dieta do DNA
O cirurgião e gastroenterologista especializado em obesidade Bruno Sander Queiroz explica que a proposta da dieta do DNA é, em parte, correta. Considerando determinados fatores genéticos, há exercícios mais indicados e alimentos que devem ser evitados, assim como nutrientes que precisam ser priorizados. “Há determinadas pessoas que têm maior tendência a desenvolver massa magra naturalmente, por exemplo. E outras que têm mais dificuldade. Isso faz parte do perfil genético do indivíduo”, completa Sander.
O cirurgião e gastroenterologista especializado em obesidade Bruno Sander Queiroz explica que a proposta da dieta do DNA é, em parte, correta. Considerando determinados fatores genéticos, há exercícios mais indicados e alimentos que devem ser evitados, assim como nutrientes que precisam ser priorizados. “Há determinadas pessoas que têm maior tendência a desenvolver massa magra naturalmente, por exemplo. E outras que têm mais dificuldade. Isso faz parte do perfil genético do indivíduo”, completa Sander.
Entretanto, o médico lembra que há outros
fatores determinantes. “Um exame genético sozinho não pode determinar o
que alguém pode ou não comer. Não existem estudos científicos
suficientes para comprovar esse método e é muito prematuro afirmar que
esta é uma solução viável”, avalia o especialista. Segundo Sander, há
relatos de pacientes que receberam a notícia, a partir do perfil
genético, de que poderiam comer chocolates e doces à vontade, por
exemplo, uma vez que seu metabolismo teria alta capacidade de absorção e
não haveria tanto ganho de peso. “É arriscado demais seguir esse
raciocínio. O mérito do emagrecimento deve ser colocado na mudança de
hábito”, ressalta o gastroenterologista.
O especialista pondera que é perigoso, a partir de um exame, indicar
uma ‘fórmula’. “O estilo de vida e a forma como um gene se expressa no
organismo variam de pessoa para pessoa e interferem nos resultados. Essa
é mais uma daquelas modas que veio dos EUA – há laboratórios por lá
lucrando com os testes e com o marketing em torno do programa de
emagrecimento – mas que na prática acaba sendo uma dieta de celebridades
como todas as outras – grandes promessas, muitas frustrações e dinheiro
gasto desnecessariamente”, afirma Sander. Segundo ele, o exame está
disponível há cerca de dez anos, mas chegava a custar R$10 mil. Agora
que o preço deixou de ser tão proibitivo – menos de R$1.500 – a
tendência se alastrou nos consultórios, revistas e academias.
O médico não descarta, no entanto, a hipótese de que o exame genético
possa contribuir para que a pessoa acredite, finalmente, que precisa
mudar seus hábitos. “Pode ajudar aquelas pessoas que já tentaram várias
fórmulas e nada deu certo para o emagrecimento. É possível que a crença
no resultado incentive a pessoa a seguir o novo estilo de vida à risca.
Por outro lado, se ainda assim não conseguir o efeito desejado, a
tendência será culpar o exame”, acrescenta.
Sander faz uma comparação com a Dieta Dukan – muitas pessoas têm
resultados positivos simplesmente porque passam a comer de forma mais
saudável que antes. Ainda que o cardápio indicado pelo médico
franco-argelino não seja o ideal. “Acredito que essa dieta do DNA, da
maneira como está sendo proposta, vai entrar e sair da moda assim como a
do tipo sanguíneo, que virou febre e depois caiu no esquecimento. Nada é
mais saudável que a reeducação alimentar associada à atividade física. E
nada muito extremo funciona por muito tempo”, define o
gastroenterologista.
Fora do Brasil, a dieta do DNA também é alvo de grande desconfiança.
José Carlos Perales, doutor em bioquímica pela Universidade de Barcelona
e autoridade no estudo do diabetes e terapia gênica, destaca que um dos
grandes problemas para determinar o tratamento da obesidade é
justamente a complexidade das causas. “Para determinar até que ponto a
herança genética influencia o sobrepeso, faltam ainda estudos mais
aprofundados. Por exemplo, com gêmeos idênticos. O enfoque genético não é
suficiente; e a quantidade de genes analisados no exame mais comum,
muito menos”, explica o professor.
“O máximo que podemos dizer a partir de um exame genético são
tendências. Futuramente, sim, teremos mais avanços no tratamento e
prevenção de enfermidades – como a celíaca e o diabetes – pela
alimentação, mas deixando bem claro que a genética do indivíduo não será
alterada. Só se influencia a forma de expressão e interação com outros
genes”, esclarece. “Ainda que a manipulação genética possa ser realidade
em gerações futuras – mas não para toda população, devido aos custos –
em uma batalha entre bons genes e maus hábitos, geralmente vencem os
segundos”, define o pesquisador espanhol.
Novo protocolo
Andrezza Botelho, nutricionista funcional de São Paulo e entusiasta do método, defende que os marcadores e estudos genéticos selecionados para esse exame representam a melhor e mais recente pesquisa em relação à dieta, nutrição, exercício físico e condições metabólicas. “São informações personalizadas baseadas na genética e estilo de vida, que servem para ajudar a alcançar os objetivos como perda ou manutenção de peso, obter o máximo de benefício da atividade física, aperfeiçoar e equilibrar a nutrição” explica. “Com um protocolo especifico, é fácil detectar o que o paciente pode ou não ingerir, quais exercícios devem realizar e qual caminho seguir dali por diante. O profissional que solicita esse tipo de exame deve entender de nutrigenética e nutrigenômica. Traduzir todas essas informações é essencial”, comenta.
Andrezza Botelho, nutricionista funcional de São Paulo e entusiasta do método, defende que os marcadores e estudos genéticos selecionados para esse exame representam a melhor e mais recente pesquisa em relação à dieta, nutrição, exercício físico e condições metabólicas. “São informações personalizadas baseadas na genética e estilo de vida, que servem para ajudar a alcançar os objetivos como perda ou manutenção de peso, obter o máximo de benefício da atividade física, aperfeiçoar e equilibrar a nutrição” explica. “Com um protocolo especifico, é fácil detectar o que o paciente pode ou não ingerir, quais exercícios devem realizar e qual caminho seguir dali por diante. O profissional que solicita esse tipo de exame deve entender de nutrigenética e nutrigenômica. Traduzir todas essas informações é essencial”, comenta.
A nutricionista explica que este tipo de exame é indicado a pacientes
com resistência à perda de peso, que fazem exercícios e não obtêm
resultados. Seria opção ainda para indivíduos com alterações
metabólicas, pessoas com deficiências nutricionais não revertidas por
meio de alimentação ou suplementação; e também pessoas obesas. A dieta
pode, segundo a profissional, ser adotada por um longo período de tempo,
desde que acompanhada por um profissional periodicamente.
DNA aliado da nutrição
A nutricionista clínica e esportiva Fernanda Dias concorda que existe uma conexão real e de grande potencial entre o DNA humano e a nutrição. Mas não é uma dieta milagrosa, a partir de um exame. “Uma coisa é realizar o mapeamento genético, que realmente pode trazer informações riquíssimas sobre a saúde de cada indivíduo. Mas a outra coisa é a forma como cada gene vai se expressar dentro do nosso organismo ao longo da vida”, explica Fernanda.
A nutricionista clínica e esportiva Fernanda Dias concorda que existe uma conexão real e de grande potencial entre o DNA humano e a nutrição. Mas não é uma dieta milagrosa, a partir de um exame. “Uma coisa é realizar o mapeamento genético, que realmente pode trazer informações riquíssimas sobre a saúde de cada indivíduo. Mas a outra coisa é a forma como cada gene vai se expressar dentro do nosso organismo ao longo da vida”, explica Fernanda.
Para ela, é muito prematuro dizer que já existe uma dieta do DNA
personalizada para cada um. Apenas 0,1% do mapeamento de uma pessoa será
diferente em relação ao da outra. Os outros 99,9% são iguais para todos
os seres humanos. E é nesse 0,1% que se concentram os esforços para uma
atuação individualizada não só da nutrição, como de todas as ciências
da saúde, relata a profissional. “Será possível, no futuro, até
desenvolver um medicamento específico para cada indivíduo. O alcance vai
muito além da dieta e da nutrição”, aponta.
Segundo a especialista, ainda não houve nem tempo hábil para um
detalhamento completo da expressão genômica humana. “Ainda estamos no
início dos estudos sobre a intervenção da dieta nos genes de cada
indivíduo. O Projeto Genoma Humano alcançou a marca de 25 mil genes, que
correspondem a 400 mil proteínas. Mas ele mostra, por enquanto, apenas a
matriz do DNA, e não seu comportamento futuro. É cedo para dizer o que
você pode ou não comer, baseado em seu perfil genético”, pondera a
nutricionista.
O que existe de real na dieta do DNA nada tem a ver
com um pacote pronto vendido por uma empresa. “Há compostos nutricionais
bioativos, os CBAs, que já demonstraram poder para interferir na forma
como um gene se comporta ao longos dos anos, prevenindo e tratando
doenças crônicas, como hipertensão, aterosclerose, osteoporose e
diabetes. Isso representa um potencial enorme inclusive para a saúde
pública, porque essas enfermidades são uma das principais causas de
morte na população mundial”, pontua Fernanda.
A forma como determinados CBAs podem interferir na expressão dos
genes ao longo da nossa vida é o alvo da nutrigenômica (veja mais
abaixo). Apesar de o estudo internacional sobre o Genoma Humano ser
jovem – vai completar 11 anos em 2014 – já existem conhecimentos
associados à nutrigenômica sendo aplicados pelos profissionais de saúde
há mais tempo. “Crianças rastreadas com a doença congênita
fenilcetonúria pelo teste do pezinho, por exemplo, podem receber uma
dieta especial, com controle do consumo proteico”.
Pode ajudar, mas não é indispensável
Fernanda considera que o ‘exame da moda’ pode até ajudar na definição de um cardápio, considerando mais as possibilidades de uma vida saudável do que necessariamente o emagrecimento. “Vamos pegar como exemplo o gene PPAR-y. Na sua expressão, ele pode privilegiar o acúmulo de colesterol e favorecer cardiopatias. A pessoa que identificar essa característica no mapeamento pode, portanto, evitar alimentos ricos em gordura. Lembrando que seria só evitar; e não retirar completamente das refeições”, enumera.
Fernanda considera que o ‘exame da moda’ pode até ajudar na definição de um cardápio, considerando mais as possibilidades de uma vida saudável do que necessariamente o emagrecimento. “Vamos pegar como exemplo o gene PPAR-y. Na sua expressão, ele pode privilegiar o acúmulo de colesterol e favorecer cardiopatias. A pessoa que identificar essa característica no mapeamento pode, portanto, evitar alimentos ricos em gordura. Lembrando que seria só evitar; e não retirar completamente das refeições”, enumera.
A nutricionista alerta, no entanto, para o fato de não haver
necessidade de pagar um exame caro e comprar um pacote para aplicar
princípios da nutrigenômica. E muito menos tomar medidas radicais.
“Fatores externos podem alterar a atividade do gene ao longo da vida. Se
uma pessoa tem risco maior de desenvolver a diabetes, podemos pensar em
um cardápio para minimizá-lo. A não ser que o problema em questão seja
intolerância à lactose, por exemplo, que determina ações drásticas,
nunca devemos atuar como se a pessoa já tivesse a doença, eliminando
totalmente alimentos da rotina”, exemplifica a nutricionista.
Se há condições financeiras, Fernanda não é contra a realização do
exame, mas aposta nele como ferramenta acessória. “Com mapeamento ou
não, o que devemos fazer é manter o padrão de qualidade de vida com um
bom cardápio e rotina de atividades físicas, balanceamento de nutrientes
e boas noites de sono”, frisa. Isso vale, é claro, para quem não tem
qualquer gene indicativo de doenças. “E mesmo para quem tem, isso não é
uma sentença, ou seja, ter o gene não garante que você vá desenvolver
qualquer distúrbio. É apenas uma probabilidade”, reforça a
nutricionista.
De acordo com a especialista, não existe ‘a corrida do ouro do
mapeamento genético’. “Por meio das consultas tradicionais, desde que
realizadas com atenção e cuidado, é possível trabalhar a utilização de
compostos bioativos. Com o mapeamento normal de risco e os exames
bioquímicos regulares, já temos um cenário real de como funciona o corpo
de cada um, podemos montar um plano de emagrecimento sudável e prevenir
doenças. O sobrepeso e a obesidade são vinculados a várias razões, e
não só à genética”, conclui a profissional.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Conheça as consequências da má alimentação
Você sabia que sintomas como cansaço e sono constante podem estar ligados diretamente à má alimentação? Fique por dentro!
O hábito de consumir comidas industrializadas, fast foods ou
trocar uma refeição por um salgado só favorece para que esses alimentos
roubem toda a sua energia. Isso porque são de difícil digestão
e necessitam da energia do organismo para a sua metabolização. E a
dificuldade para realizar as atividades do dia a dia, pode ser consequência da má alimentação.
Segundo André Veinert – nutrólogo da
Clínica Healthme - Gerenciamento de Perda de Peso –, gorduras saturadas,
frituras e carne vermelha gorda são os alimentos que
mais levam tempo para serem digeridos. “Os alimentos que são de difícil
de digestão exigem muito mais do organismo, justamente porque requer um
gasto energético muito maior para a sua metabolização. Portanto, se você
quer evitar a indisposição, procure consumir alimentos mais leves”,
explica.
O cansaço pode ser causado devido à falta de vitaminas e a deficiência de ferro. “Diversas doenças
também podem ser causadas por desequilíbrios alimentares como é o caso
da anemia ferropriva – que está associada à queda de energia e
disposição física. Além disso, o ferro é um dos nutrientes que não podem
faltar no organismo, já que ele é responsável pela produção de glóbulos vermelhos e transporte de oxigênio”, explica.
Hábitos alimentares x Fontes de energia
Troque os alimentos refinados por
integrais, já que contêm uma absorção gradativa. “O ideal é apostar em
alimentos que são ricos em vitaminas, minerais e fibras, para que os
nutrientes possam regular o funcionamento dos hormônios e ainda manter a
saúde em dia”, recomenda.
As verduras com a tonalidade
verde-escuro como: couve, brócolis, escarola e espinafre também não
podem faltar, pois são ricas em vitamina A, E e D. “Os sucos verdes
preparados com abacaxi, couve ou hortelã podem ser indicados para quem
precisa de mais disposição”, sugere o nutrólogo.
“Não deixe de consumir legumes, verduras
e frutas como o kiwi, a laranja, o morango, a acerola, a mexerica e o
limão, que também são ricas em vitamina C” complementa.
FONTE: Corpo a Corpo
terça-feira, 6 de maio de 2014
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Ingerir proteína é essencial na dieta, mas excesso causa riscos à saúde
Restringir a dieta sobrecarrega os rins, causa fraqueza e faz mal ao coração.
Médicos alertam para a importância de manter o equilíbrio na alimentação.
Médicos alertam para a importância de manter o equilíbrio na alimentação.
Ingerir proteína é fundamental para manter o corpo funcionando, mas é
preciso muito cuidado com o excesso. Algumas pessoas recorrem a dietas
restritivas em proteína para perder peso, ganhar massa magra ou melhorar
o desempenho da musculação, mas esse excesso pode sobrecarregar o rim,
entupir artérias e até mesmo prejudicar o coração, como alertou o
endocrinologista Alfredo Halpern no Bem Estar desta quarta-feira (3).
De acordo com o médico, uma alimentação rica em proteína realmente
ajuda a emagrecer em um curto prazo de tempo, principalmente porque faz a
pessoa perder muita água. Mas em longo prazo, traz resultados ruins
porque a falta de outros elementos, como o carboidrato, pode provocar
também falta de energia e fraqueza e até favorecer o ganho de peso, caso
a pessoa abandone a dieta.
Isso acontece também com os outros elementos. Por exemplo, uma dieta
rica em carboidrato pode aumentar os radicais livres no organismo e, no
caso da gordura, a ingestão excessiva pode causar placas na artéria.
Por isso, os médicos recomendam sempre que, para manter uma dieta
segura e saudável, estejam presentes no prato todos os grupos
alimentares, mas sempre em moderação.
No caso de quem pratica esporte ou musculação, o consumo maior de
proteína realmente se faz necessário porque o organismo as utiliza para
construir e reparar o tecido muscular, favorecendo o ganho de massa
magra. O programa mostrou a história do adolescente Jackson, de 16 anos,
que mora em São José dos Campos e recorreu ao consumo de proteína na
dieta para ganhar massa magra .
De acordo com a pediatra Ana Escobar,
o excesso de proteína para quem quer ganhar massa magra, seja através
da alimentação ou também da suplementação – muito comum nas academias -,
também pode sobrecarregar os rins da mesma maneira. Fora isso, ingerir
uma quantidade exagerada de proteína pode também ser uma medida inútil
porque o organismo acaba não aproveitando e eliminando o excesso através
da urina.
A médica comentou também sobre o consumo de proteína na infância – a
criança deve consumir leite materno e só a partir do 1º ano de idade, o
leite integral. Essa medida é importante para evitar danos aos rins que
podem ser irreversíveis na vida adulta.
De acordo com o nefrologista Décio Mion, a recomendação é que a pessoa
consuma 1 grama de proteína por quilo que pesa. Por exemplo, quem tem 70
kg deve consumir 70 gramas de proteína diariamente. Porém, existem
casos atípicos como um churrasco ou um almoço em uma churrascaria que
contribuem para os excessos.
A repórter Daiana Garbin acompanhou a família Monari em uma reunião de
domingo e, após duas horas de refeição, mostrou que a quantidade de
proteína ingerida ultrapassou muito o limite diário recomendado - por
exemplo, um membro da família chegou a comer 781 g só de proteína.
No estúdio, o endocrinologista Alfredo Halpern mostrou como deve ser um
cardápio saudável de uma dieta de 2.000 kcal para uma pessoa de 70 kg,
com a quantidade ideal de proteína para ser consumida, sem contar os
carboidratos e outros nutrientes.
FONTE: Bem Estar
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Ainda vista como brincadeira infantil, corda é aliada na luta contra balança
Considerada mundialmente um esporte, modalidade traz benefícios para o corpo e é recomendada a pessoas de todas as idades, mas há restrições
Pular corda é uma prática que remete à infância. Por muitos, a modalidade é vista apenas como uma brincadeira. No entanto, o exercício, considerado mundialmente um esporte, traz benefícios ao corpo e pode ser um grande aliado para a perda de peso.
A atividade aumenta a resistência cardiovascular, desenvolve a coordenação motora, fortalece pernas e pés, e proporciona um alto gasto calórico. Em média, perdem-se 400 calorias por 30 minutos de exercício.
Para começar a pular corda, é necessário calçar um tênis e vestir roupas leves e confortáveis. O ideal é praticar o esporte em um piso duro e escolher uma corda com o comprimento adequado. O tamanho depende da altura de quem vai se exercitar. Pessoas com até 1,50m devem usar uma corda de 2,45m. Para aqueles entre 1,50m e 1,80m, a corda deve ter 2,65m. Já indivíduos com mais de 1,80m, a corda certa tem 2,85m.
- O ideal é pular corda em chão de piso duro, pois quando houver contato com o solo, este será de maneira mais rápida, gerando menos força na hora de executar o salto. Nossos tendões foram preparados para devolver impacto e não absorver, diferentemente do que as pessoas pensam - explica o professor de Educação Física Christiano Markes.
O esporte é recomendado para pessoas de todas as idades. No entanto, obesos ou pessoas com sobrepeso não devem praticar a atividade. A recomendação também serve para indivíduos que tenham problemas nas articulações dos membros inferiores - quadril, joelhos e tornozelos. Cardiopatas, hipertensos e diabéticos só com liberação médica e sob a orientação profissional.
O fortalecimento da musculatura e das articulações é primordial para quem pula corda. De acordo com Christiano Markes, os iniciantes devem progredir no esporte com cautela e sempre com supervisão profissional.
- Os iniciantes devem começar devagar, de maneira gradativa, saltando com os dois pés, olhando pra frente e sempre com orientação de um professor de Educação Física. Ele vai saber prescrever a sua progressão de maneira correta, segura e eficiente - aconselha.
Para começar a pular corda, é necessário calçar um tênis e vestir roupas leves e confortáveis. O ideal é praticar o esporte em um piso duro e escolher uma corda com o comprimento adequado. O tamanho depende da altura de quem vai se exercitar. Pessoas com até 1,50m devem usar uma corda de 2,45m. Para aqueles entre 1,50m e 1,80m, a corda deve ter 2,65m. Já indivíduos com mais de 1,80m, a corda certa tem 2,85m.
- O ideal é pular corda em chão de piso duro, pois quando houver contato com o solo, este será de maneira mais rápida, gerando menos força na hora de executar o salto. Nossos tendões foram preparados para devolver impacto e não absorver, diferentemente do que as pessoas pensam - explica o professor de Educação Física Christiano Markes.
O esporte é recomendado para pessoas de todas as idades. No entanto, obesos ou pessoas com sobrepeso não devem praticar a atividade. A recomendação também serve para indivíduos que tenham problemas nas articulações dos membros inferiores - quadril, joelhos e tornozelos. Cardiopatas, hipertensos e diabéticos só com liberação médica e sob a orientação profissional.
O fortalecimento da musculatura e das articulações é primordial para quem pula corda. De acordo com Christiano Markes, os iniciantes devem progredir no esporte com cautela e sempre com supervisão profissional.
- Os iniciantes devem começar devagar, de maneira gradativa, saltando com os dois pés, olhando pra frente e sempre com orientação de um professor de Educação Física. Ele vai saber prescrever a sua progressão de maneira correta, segura e eficiente - aconselha.
Com campeonatos por todo o mundo, a modalidade chega ao Brasil através da primeira competição oficial de pular corda da América do Sul. Realizada no evento Arnold Classic Brasil entre os dias 25 a 27 de abril, a disputa terá atletas de 6 a 22 anos concorrendo em dez modalidades diferentes.
Manobras
O esporte pode ser praticado individualmente - valorizando a velocidade, a dificuldade e a precisão dos movimentos - ou em equipe - priorizando o sincronismo, a criatividade e o trabalho de grupo.
Há diversas manobras e combinações possível para pular corda. As mais populares são o salto cruzado e o salto duplo.
No primeiro, cruza-se os braços como ao dar um abraço em si mesmo e,
depois de pular uma vez, descruza-se os braços, revezando os movimentos.
O segundo consiste em passar a corda duas vezes sob os pés a cada
salto.
Existem três modalidades para bater a corda: a corda simples - na qual uma pessoa salta com uma corda para realizar manobras individuais ou exercícios de velocidade denominados “speed” -, a corda dupla (double dutch) - uma ou mais pessoas saltam entre duas cordas batidas alternadamente por outras duas pessoas - e a roda chinesa (chinese wheel) - duas
ou mais pessoas, cada uma com uma corda, executam saltos combinados
sobre a própria corda, com uma ponta batida por ela mesma e outra por
outra pessoa.
Na double dutch há diversas possibilidades de combinações de saltos, acrobacias e recursos coreográficos. Já a chinese wheel exige precisão técnica, sincronia e ritmo, por isso é considerada a mais difícil das três modalidades.
FONTE: Eu Atleta
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